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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Geologia Marinha - Sobre


O intuito deste post e de vários outros que vou criar neste modelo é, mostrar para os estudantes, ou futuros estudantes de geologia, a vasta gama de áreas que existe disponível no mercado.

Não é apenas petróleo e mineração.

A Geologia Marinha (Marine Geology) é inacreditavelmente grande e interessante. E o mais importante, nunca vai acabar. Está em plena expansão.



O Que É a Geologia Marinha?

A geologia marinha, chamada também de oceanografia geológica é o estudo da história e da estrutura do fundo do oceano. Enquadra investigações geofísicas, geoquímicas, sedimentológicas e paleontológicas do fundo do oceano e das zonas costeiras. A geologia marinha é bem conectada com a geofísica e a oceanografia física.

Os estudos geológicos marinhos foram de extrema importância no fornecimento de evidências críticas para a expansão do fundo do mar e as placas tectônicas nos anos após a Segunda Guerra Mundial. O fundo do oceano é a última fronteira essencialmente inexplorada e o mapeamento detalhado em apoio aos objetivos militares (submarinos) e econômicos (mineração de petróleo e metal) impulsiona a pesquisa.



Quem é responsável por isso no Brasil?

A Divisão de Geologia Marinha – DIGEOM desenvolve atividades de pesquisa em áreas costeiras, na plataforma continental jurídica e em regiões oceânicas profundas fora do limite da Zona Econômica Exclusiva - ZEE.

Onde posso estudar Geologia Marinha?

O Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica - CECO, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, é o mais avançado centro de pesquisa nessa área em toda a América Latina, com nível de mestrado e doutorado.

A Geologia Marinha é uma Pós. Então é interessante também, se possível, cursar em outros países.
Aqui estão algumas universidades internacionais que dispõem desse curso:

- Universidade de Otago, Nova Zelândia
- Universidade do Alabama, Estados Unidos
- Universidade de Miami, Estados Unidos
- Universidade do Sul de Mississippi, Estados Unidos
- Universidade da Carolina do Leste, Estados Unidos
- MIT, Estados Unidos
- Universidade de Rhode Island, Estados Unidos
- Universidade de Zhejiang, China
- Universidade de Bergen, Noruega
- UiT, Noruega

Resumo

A geologia marinha é um campo relativamente novo, se comparado às outras áreas da Geologia.



Portanto, sim vale á pena se aventurar por essas águas, pois há muito a ser descoberto. Pense que a população mundial esta crescendo quase que descontroladamente. 
Cedo ou tarde teremos que recorrer à cidades flutuantes. Os geólogos marinhos terão muito trabalho.

Imagine que praticamente não existem centros de pesquisa marinha operando 24h em baixo d'água.
Há muito a ser feito nesse quesito também.
Para construir instalações físicas submarinas deve haver o trabalho de cientistas e engenheiros especializados na pressão da água, no subsolo marinho, na erosão salina e muito mais.


sexta-feira, 8 de maio de 2020

Boçoroca

Boçoroca: o motivo pelo qual a erosão pode ser muito perigosa

O que é?

Para termos uma ideia do que se trata esse fenômeno, o termo boçoroca tem sua origem do tupi guarani "yby" (terra) e "sorok" (romper).

Quem viaja pela serra da Mantiqueira e vale do Paraíba, por exemplo, pode observar que existe a presença de fendas e cortes disseminados nas vertentes, cada vez mais frequentes. São elas, as boçorocas.

Elas ameaçam os campos e as áreas povoadas, e rapidamente se ampliam. Constituem feições erosivas, altamente destrutivas.

Esses cortes se instalam em vertentes sobre o manto intempérico, sedimento ou rochas sedimentares pouco consolidados, e podem ter profundidades de decímetros até vários metros e paredes abruptas e fundo plano, com seção transversal em "U".

Seu fundo é coberto por material desagregado, onde aflora água, frequentemente associada a areias movediças ou canais anastomosados (já postamos sobre formações fluviais anastomosados).

exemplo de boçoroca no Mato Grosso do Sul

De onde vêm?

Originam-se de sulcos gerados pela erosão linear. Mas, enquanto os sulcos ou *ravinas são formados pela ação erosiva do escoamento superficial concentrado em linhas, as boçorocas são formadas pela ação da água subterrânea.

A ampliação de sulcos pela erosão superficial forma vales fluviais, em forma de "V", com vertentes inclinadas e fundo estreito.



A partir do momento em que um sulco deixa de evoluir pela erosão fluvial e o afloramento do nível freático inicia o processo de erosão na base das vertentes, instala-se o boçorocamento.

A erosão provocada pelo afloramento de fluxo da água subterrânea tende a **solapar a base das paredes, carreando material em profundidade e formando vazios no interior do solo (tubificação).

O colapso desses vazios instabiliza as vertentes e é responsável pela inclinação abrupta e pelo recuo das paredes de boçorocas.

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*Ravina: acidente geográfico produto de erosão pela ação de córregos e enxurradas.

** verbo solapar: fazer cova/ escavar

Este blog é destinado a todos os estudantes, profissionais, e entusiastas da Geologia. Aqui haverá informação, curiosidades, conteúdo acadêmico, dicas e notícias.

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